De coração apertado,
sinto como se tudo
estivesse desvanecendo.
E, no caminho em que agora estou,
parece que ando sozinho.
Sua imagem me parece
cada vez mais distante.
E agora, nesse caminho,
tenho medo de, sozinho,
esse caminho trilhar.
E quando o coração
aperta no peito,
parece que sua dor
se espalha por todo o corpo
e por toda a mente,
irrigando os olhos,
que parecem se transformar
em uma nascente.
E, nessa tempestade
de dores, pensamentos
e sentimentos,
os poucos momentos
de conversa, de presença,
são como joias das mais preciosas.
São como a luz do sol que aquece
na manhã fria,
são como a brisa que alivia.
E, de coração,
minha gratidão
pela paciência,
pela compreensão.
Lembro daquele dia quando pela primeira vez rimos juntos e foram muitas risadas. Ainda lembro daquele primeiro abraço no seu aniversário. Lembro, há quase um ano, do retorno das férias... e ouvi saudade e também falei saudade. Lembro da primeira abelha, da primeira poesia, do sonho na chuva, das três palavras quando te disse a primeira vez. Lembro quando segurei pela primeira vez tua mão, como bateu forte meu coração. Lembro do primeiro cheirinho, da primeira vez que olhou para trás. Lembro de tudo com carinho, lembro sempre de você todo dia, cada hora, à noite, a cada lua, em casa ou na rua. Acredito que nunca vou te esquecer!
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